sábado, 14 de abril de 2012

"A Vida Que Me Leva"

Um filme passou na minha mente agora à pouco e me fez relembrar bons momentos da minha vida.
Quase 25 anos, pouca coisa para uns, + os amigos sabem o quanto já vivi e o que já fiz até aqui. Vi que muitas coisas "perdi", na verdade deixei de conquistar, por bobeira e ate mesmo infantilidade minha. Hoje me vejo mudado, não só no modo de agir mais também no modo de raciocinar, aprendi com a vida que coisas que deixamos passar porque na quele momento não se faz importante ou necessário vai fazer falta no futuro.

Por uma parte da minha adolescência "deixei" de lado o esporte que é a minha maior paixão, qualquer coisa era motivo cabível para não ir treinar, sem saber que hoje ele seria a maior base firmadora da minha formação como homem e a razão da minha alegria.

3ª Feira (10/04/2012), sem ter noção disso tudo que em ocorreu agora, fui ao lugar aonde conheci a Arte Suave (Colégio Euclides da Cunha), na hora várias lembranças vieram a tona, e na maior delas, me vi ali aos 7 anos pisando pela 1ª vez no Dojô. (Oque não chorrei lá, chorrei agora...)
Vieram lágrimas de alegria e emoção, por relembrar, e ver que pude entender o quanto isso foi importante na minha vida.

Hoje tenho uma FAMÍLIA que me acolheu no início da minha juventude e que mesmo sem saber o que aconteceria no futuro da quele menino magrelo e feliz, sempre me apoiaram em tudo. E quando por diversas vezes eu quis parar, não me deixarão cair em pensamentos fracos, e fizeram com que eu retornasse aos treinos.

O mundo muda, tudo muda, Eu mudei, eles mudaram, a equipe mudou, mais no fim o AMOR, a AMIZADE, o COMPANHEIRISMO não mudaram. E assim continuamos no nosso dia a dia com todos que passam na equipe.

Voltei a treinar e espero nunca mais parar, e sei que mesmo que eu queira o meu corpo e alma não permitirão.
Quem esperava me ver treinando de kimono de novo?
Tô ai. E agora estou na luta tentando recuperar o tempo perdido, fazendo uma boa reciclagem.
E fico feliz cada vez que vejo os amigos que vi começar se graduar, ver que de alguma maneria pude ajudar, e sei que em breve o mesmo acontecerá com vocês, quando me verem ser graduado.

Muitos devem achar engraçado e até mesmo não entender nada, ao notarem que eu mesmo não sendo graduado sei de coisas do passado da equipe, e o + engraçado, ver o mestre me zoar por até hoje eu não ter me graduado. (motivos que me levaram a isso já foram relatados a ele, entendidos e respeitados) + ai que está a questão de todo essa reflexão.




De hoje em diante estou na Guerra,e vou enfrentar todas as Batalhas até chegar a "PRETA", e quando isso se fizer realizado só terei uma unica certeza:

" VALEU A PENA CADA SEGUNDO, CADA TREINO, CADA CONVERSA E TUDO O QUE PASSEI COM CADA 1 DE VOCÊS PARA QUE O MEU SONHO SEJA REALIZADO ! "



Não tenho 1 MESTRE, tenho 1 PAI;
Não tenho AMIGOS de TREINO, tenho IRMÃOS;
E isso vai me dar FORÇA para LUTAR até o fim.



MARCOS BRIZA, EDUARDO (DUDU), JULIO (LARANJA), MÁRCIO (KBÇA), DANIEL (ORELHA), IGÃO, PEDRO NOBRE, RONALDINHO, FELPE (GALVÃO), VANDE MUNIZ, Entre MUITOS outros que me ajudaram.

AMO MUITO TODOS VOCÊS !!!

OSS...!!!!

Henrique Gomes Junior Briza
(Ouvi meu nome assim na Federação e achei bem legal)
Rio de Janeiro, 14 de Abril de 2012
2:42am

domingo, 8 de abril de 2012

Se Tornar Campeão, Fácil ou Difícil ????


Todo mundo acha legal quando sai na revista que um atleta foi Campeão Mundial em alguma arte marcial, + será que sempre foi assim? Será que a família e os amigos sempre acharam esse esporte legal? Ou ele teve que “brigar” muito para chegar até lá?

E para tirar essa dúvida, fui conversar com o Ronaldo Victor, praticante de lutas, para saber como é que os adolescentes encaram essa "batalha" para se manter no esporte.

Muitas pessoas devem achar que os pais sempre apoiam os filhos na pratica de esportes, mais nem sempre é assim, ainda mais quando são relacionados a esportes de luta, os adolescentes encontram a primeira barreira dentro da sua própria casa, pois é difícil de convencer os pais que querem praticar aquele esporte para se defender ou porque gostam da arte, pois os pais em sua maioria vão achar que é um esporte de vândalos, de brigões ou até mesmo “coisa de vagabundo”.

Questionado sobre a dificuldade dos adolescentes conseguirem manter-se treinando Ronaldinho, como é chamado por seus amigos de equipe, relata a seguinte opinião: “Os adolescentes sofrem um pouco para treinar, pois eles passam por muitas dificuldades nessa época da vida, com relação ao que ser no futuro, muitos pais e mães discordam desse tipo de esporte, pois nessa fase da vida o adolescente deve pensar em uma faculdade, ou que ao ver dos nossos pais, séria um trabalho digno, pois muitos acham que esse esporte não é uma profissão.”  

Ronaldo ainda deixa um recado para os pais, e para os filhos que praticam lutas: “Os pais deveriam conhecer um pouco mais sobre as artes marciais, e assim eles teriam uma visão um pouco diferente do que eles tinham, e o adolescente também tem que ter seu compromisso com a escola, não devem faltar aulas e se esforçar nos estudos, respeitando seus pais, e assim continuar praticando a sua arte suave.”

Como vocês puderam ver, não é tão fácil chegar ao topo, o inicio não é fácil para todos, mais se seu filho quer praticar um esporte de lutas, dê apoio, ajude-o a ingressar em uma boa equipe e acompanhe o dia a dia dele nos treinos, você vai notar que ele vai se tornar um adulto melhor, com respeito e muita determinação.

No fim da nossa conversa Ronaldinho descreve o que é para ele a prática de lutas. “Além de ser um esporte ótimo, ensina muitos tipos de defesas pessoais, proporciona um bom condicionamento físico, e lhe traz disciplina". E ele conclui: "E é como costumamos dizer lá na equipe: Artes Marciais, Melhor Saber e Não Precisar, do que Precisar e Não Saber!”

Ronaldo está desde pequeno praticando esportes de lutas e hoje aos 17 anos é praticante de Jiu-Jitsu, Muay-Thai, Box, Submission e MMA na equipe Najam do Mestre Marcos Briza e com o apoio dos pais ele vem desenvolvendo um ótimo desempenho nos campeonatos que têm disputados, sem deixar as suas obrigações estudantis e sabendo adequar o seu tempo entre os estudos e os treinos. E no futuro quando vocês o vir nas revistas podem ter certeza de que ele conseguiu superar os preconceitos com a ajuda dos familiares e amigos.

Vamos contribuir na guerra contra o preconceito com os praticantes de artes marciais, para que jovens como o Ronaldinho e seus amigos de equipe possam ser grandes atletas no futuro, sem que sejam vistos como brigões.